Não é preciso vasculhar muito nos arquivos do blog para perceber que eu tenho uma pequena inclinação para nomes longos e fortes. E não sou a única, porque a lista de cem nomes mais registados em Portugal está recheada de antropónimos que encaixam neste perfil. Mafalda, Constança, Francisca, Afonso, Rodrigo ou Henrique são nomes fortíssimos mas que, ao remeterem para as raízes lusas, ganham outra vitalidade que os nomes que oponho hoje dificilmente conseguirão alcançar.
Isadora e Teodora são nomes de origem grega, que partilham a terminação em -ora, que neste caso significa "presente". Isadora [ou Isidora] é, então, Presente de Isis, enquanto que Teodora é Presente de Deus. Já lhes dediquei uma cartinha de amor em 2012 e continuo a gostar mesmo muito deles, mas não são nomes nada apelativos para os portugueses. Isadora foi escolhido para quatro meninas ao longo de 2015, Teodora apenas para duas e, a curto prazo, não vejo forma de esta realidade mudar. E, nos últimos anos, Teodora até tem estado constantemente nas notícias, por causa de Teodora Cardoso, presidente do Conselho de Finanças Públicas.
No Brasil, Isadora está na moda, quem sabe se impulsionado pelo enorme sucesso de Isabela mas Teodora [ou Theodora] não tem a mesma visibilidade, o que poderá ser explicado pela superior popularidade de Theo, um dos queridinhos do momento!



